Review – Thor Ragnarok

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Elenco: Dirigido por Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett.

Sinopse: Thor segue em busca de seu pai, Odin, enviado a algum lugar secreto da terra por seu filho adotivo Loki. A situação fica desesperadora quando Hela, a Deusa da Morte, regressa a Terra dos Deuses clamando o trono. Enviado a uma terra distante e longínqua, Thor terá de arquitetar seu contra-ataque para salvar seu mundo do Ragnarok – o fim do mundo asgardiano.

Impressões:  Ok, talvez você já esteja “careca” de saber que “Thor Ragnarok” é mais um filme dos Estúdios Marvel seguindo, claramente, a fórmula Marvel de ser: uma história com lacunas animadinhas, personagens conhecidos e carismáticos do grande público em geral que se unem para um grande e perigoso desafio. Entretanto, talvez seja este aquele que mais consolida a “derrocada” dessa mesma fórmula. Explico. O livro “Apocalipse” que compõem a bíblia sagrada cristã talvez seja o mais enigmático e o que alimenta nos fieis que o leem milhares de teorias a respeito do fim do mundo. Inclusive, Apocalipse para muitos vem totalmente ligado ao “Fim do Mundo” (quando a tradução mais próxima na verdade é “Revelação”, já que o livro se trata das visões passadas ao apóstolo João). Com esse imenso parêntese, chego a questão: o que seria de um filme com a temática “Apocalipse” com uma fotografia colorida, um tom leve e divertido, com personagens que pouco levam a sério as situações que por ali se desenrolam? Sim, é mais ou menos o que “Thor Ragnarok” representa aqui, graças a submissão da tal formula Marvel, claramente “bengalado” no longa “Guardões da Galáxia vol 2”, também lançado esse ano.

O Ragnarok em questão é abordado por, no mínimo, vinte minutos de longa (isso citando cenas específicas e menções a própria palavra), tendo boa parte dele apoiado nos eventos fora de Asgard, envolvendo Hulk & Cia – ainda confessando achar a breve ponta de um importante personagem do UCM muitíssimo proveitosa. Cate Blanchett se destaca como a vilã Hela em praticamente todas as cenas que aparece, exibindo sensualidade e perigo a cada gesto ou movimento que realiza, com um figurino caprichado e até destoante dos demais personagens – com direito a cena em flashback das valquírias contra a vilã, em um design de arte belíssimo e épico. A dinâmica Thor-Hulk funciona muito melhor do que a dinâmica Thor-Loki, coisa que os próprios personagens deixam bem claro: se por um lado o Thor de Chris Hemsworth pode mostrar sinais de imaturidade e ingenuidade em certos momentos, é bacana ver seu amadurecimento frente aos hábitos questionáveis de seu irmão adotivo.

Penúltimo da lista antes da grande produção “Vingadores Guerra Infinita”, “Thor Ragnarok” frustra seus fãs por não dar respostas mais claras em relação a essa grande saga mas agrada razoavelmente aqueles que esperam por ação e lutas sem maiores profundidades. Não espero que os Estúdios Marvel repensem a formula de seus filmes daqui pra frente, mas vale um aviso: a maneira engessada de se fazer os longas começa a cansar seus espectadores mais exigentes.

Curiosidades & Spoilers:

  • A música “Immigrant Song” da banda Led Zeppelin fez parte da trilha sonora do trailer e do próprio filme. Sua letra faz menção á religião nórdica;
  • A atriz Cate Blanchett interpretou a primeira vilã dos filmes Marvel, tendo escolhido o papel por influência dos filhos, fãs dos filmes e quadrinhos. A atriz chegou até mesmo a se matricular para aulas de capoeira;
  • Boa parte dos diálogos travados no longa foram improvisados pelos atores, a pedidos do diretor Taika Waititi.

 Nota (de 0 a 100): 72

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