Review – Homem Aranha : De volta ao lar

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Elenco: Dirigido por Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.

Sinopse: Após os eventos em “Capitão América : Guerra Civil”, o jovem Peter Parker terá de assumir completamente as responsabilidades do herói mascarado, conflitando com seus interesses adolescentes. Quando o vilão abutre surge vendendo armas provenientes do arsenal Chitauri, cabe ao aracnídeo tentar solucionar o problema além de provar seu valor junto a Tony Stark, o Homem de Ferro.

Impressões:  “Homem Aranha: De volta ao lar” é o filme mais completo já feito baseado no herói aracnídeo. E isso não é um desrespeito ao seu passado cinematográfico (TODOS os filmes anteriores tiveram suas funções bem estabelecidas e executadas, ainda que alguns possam ter tido um certo exagero ou irregularidades), mas um reconhecimento por não só trazer um roteiro que faça jus a essência pura heroica, como se consegue explorar na medida outros elementos que vão surgindo em cena, além de usar e abusar das centenas de easter eggs espalhadas pela a projeção. É uma história centrada e fechada, sem necessidade de outros filmes para complementá-la ou informações externas, movida muito mais pelos conflitos do personagem Peter Parker do que pelo próprio Homem Aranha. Logo, não é de se admirar que as cenas de ação fiquem relegadas a segundo plano e a um nível quase de irrelevância frente a exploração individual de seus personagens.

Claramente situado no Universo Cinematográfico Marvel – e fazendo bom uso disso – ainda assim, consegue criar um bom distanciamento deste quando se pede, especialmente na disputa herói x vilão sem a participação de outros personagens pertencentes ao UCM. A trilha sonora de Michael Giacchino homenageia com ênfase os acordes clássicos da série animada de 1967, tornando-se não só uma peça importante na composição das cenas como também faz um bom uso do apelo nostálgico. E se o uniforme do Homem Aranha talvez seja de longe um dos melhores já criados (ainda que preso aos mecanismos artificiais Starks), a cena em que mostra o potencial criativo do uso das teias é promissor para os próximos longas, em especial pelo artificio (detalhe) das asas em suas costas.

Tom Holland consegue passar carisma e paixão na pele do jovem Peter Parker, conferindo credibilidade em seus conflitos internos (e até egoístas) e equilibrando perfeitamente entre os momentos de tensão e descontração, sem deixar de ser o adolescente que é; Michael Keaton, por sua vez, rouba as cenas como o “vilão” Abutre ao fugir do caricatural e por conseguir trazer os espectadores para o seu lado, compreendendo seu ponto de vista e o que de fato o move, sem deixar de escanteio seu lado mais perigoso e imponente. Já a figura de Tony Stark representa muito mais um mentor ou alguém que serve de inspiração ao jovem Parker – algo bem diferente do que desempenha em seu próprio nicho – com seus traumas e experiências passadas que o permitem guiar o jovem herói mesmo nos momentos difíceis. A cena do herói nos escombros é belíssima e uma das mais importantes do ano, assim como a cena de Peter Parker e o Abutre dentro de um carro, numa maravilhosa construção de conflito entre os dois antagonistas.

Curiosidades & Spoilers:

  • O longa inaugura a colaboração entre os estúdios Sony e Marvel;
  • Os efeitos especiais ficaram a cargo da Industrial Light & Magic, responsável pelos efeitos de filmes como os da franquia “Star Wars”, os filmes da Marvel, “Piratas do Caribe”, “Harry Potter” e filmes como “Titanic” e “O Regresso”.
  • Primeiro filme da franquia ao reunir os personagens Shocker, Vulture e Tinkerer.
  • É o segundo longa de heróis do compositor Michael Giacchino. O primeiro foi “Doutor Estranho”.

Nota (de 0 a 100): 82

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