Review – Mulher Maravilha

wonderwoman

Elenco: Dirigido por Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Danny Huston.

Sinopse: A princesa Diana treina desde pequena para se tornar uma poderosa guerreira, incentivada por sua tia Antiope e regida por um senso protetor de sua mãe Hipólita. Quando o piloto de guerra britânico Steve Trevor vai parar em seu mundo, Diana decide segui-lo em sua jornada para salvar o mundo da guerra e de seu representante maior: o próprio Deus da Guerra, Ares.

Impressões: Há uma luz no fim do túnel para o Universo Cinematográfico da DC. Antes tarde do que nunca, “Mulher Maravilha” já pode ser aplaudido e venerado, respeitado e elogiado, como há muito tempo um filme da DC não consegue ser. É um misto atraente dos longas “Batman Begins” e “Capitão América – O primeiro vingador”, trazendo o debute da heroína nas telonas com uma história bem fechada, com personagens coadjuvantes bem participativos e que canalizam a atenção em sua protagonista. Lógico, ainda existe alguns vícios característicos dos filmes da DC “pós era Nolan”, com reviravoltas tolas e uma trama mais extensa do que o necessário. Mas mesmo que certos detalhes ainda possam causar uma certa coceirinha desagradável no bom senso e em nossa capacidade de suspensão de descrença, o que acabamos vendo nos cento e quarenta e um minutos de projeção acabam por absolve-lo desses probleminhas.

E isso já é um ótimo passo. Mostra que o estúdio, finalmente, preocupou-se em contar uma boa história ao invés de tentar inventar a roda, ainda que só tenha deixado evidente o tamanho despreparo que teve nos últimos anos com seus outros filmes. É ótimo ver a Mulher Maravilha de Gal Gadot nas telas: é uma personagem fascinante, que cativa por seu altruísmo e o senso ingenuo que ainda carrega em suas feições ao se deparar com o mundo dos homens, bem diferente das feições vistas em “Batman v Superman”. As cenas de ação, com uma coreografia que cumpre bem seu papel, atinge seu ápice nas cenas das trincheiras, onde testemunhamos o nascer da personagem como a heroína que nasceu para ser.  Os efeitos especiais são o grande ponto fraco: em diversas cenas é berrante o quão discrepante os personagens estão dos cenários ao fundo. Alguns movimentos da protagonista – em especial em seu arco final – são extremamente artificiais e pouco convincentes, causando uma estranheza que chega a ser difícil de engolir. A composição de Rupert Gregson-Williams, por sua vez, traz reforçado o tema “Wonder Woman”, casando perfeitamente bem com os diferentes momentos do longa e aumentando o impacto das cenas clímax.

Ainda que o resultado, por si só, tenha sido positivo, “Mulher Maravilha” agora torna-se o novo teto dos próximas longas da DC. Restará saber se o filme da diretora Patty Jenkins foi um golpe de sorte ou se a qualidade apresentada será uma constante daqui pra frente. E demorará menos do que seis meses para que descubramos essa resposta.

Curiosidades & Spoilers:

  • O longa esteve em planejamento e pós-desenvolvimento nos últimos 21 anos, passando por pelo menos 5 diretores diferentes, até chegar a Patty Jenkins (que chegou a abraçar o longa para, meses depois, dispensa-lo por conta de uma gravidez). A diretora se torna a primeira mulher a dirigir um filme de super heroína e ficou famosa em 2004 por dirigir o longa “Monster – Desejo Assassino”, filme que rendeu o primeiro oscar a atriz Charlize Theron;
  • O ator Danny Huston já trabalhou em outros filmes baseados em quadrinhos, como “30 dias de noite” (2007) e “X-Men Origens: Wolverine” (2009), onde viveu o personagem William Striker. Além disso, ele também viveu o Deus Poseidon em “Fúria de Titãs”;
  • As cenas em Temiscira foram gravadas no Sul da Itália. Ainda o longa aborde a mitologia e cultura grega, a diretora optou por utilizar mais bases da arquitetura romana do que grega, alegando que tais construções seriam melhor visualizadas em tela;
  • As atrizes Gal Gadot e Emily Carey, que interpreta Diana mais jovem, fazem aniversário no mesmo dia: 30 de Abril.

Nota (de 0 a 100): 72

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